Live Banda

É possível ganhar dinheiro com lives?

Nunca, como agora, precisamos tanto um dos outros. No dia 11 de março a Covid-19 foi declarada como pandemia mundial. Sabíamos o impacto direto que isso causaria  no mundo e consequentemente, na indústria da música, por um de seus pilares principais serem as apresentações ao vivo.

Entretanto, por se tratar de um cenário totalmente inédito, não prevíamos como seria dali em diante. Com a ausência de shows o mercado musical teve que se reinventar e as lives foram a primeira solução encontrada pelos artistas para levar entretenimento de forma segura, e uma mão na roda para manter uma conexão ativa e mais íntima com o público. Ser visto e lembrado. Além de ser uma ferramenta de ações beneficentes e de conscientização para que, quem puder, evite aglomerações e fique em casa também.

O movimento começou pelo Eu Fico Em Casa, festival português que reuniu mais de 80 shows online através do Instagram. Aqui no Brasil já vimos a iniciativa surgir dos mais diversos cantos e além de festivais incríveis como: #tamojunto, Festival Música em Casa, Festival Lá de Casa e Festival Fico em Casa BR que juntou uma galera da classe artística, presenciamos também músicos como Vitor Kley,  que de maneira independente – e quebrando o código de que artista não revela endereço – fez um show em seu apartamento com caixas de som pra vizinhança, e transmissão ao vivo. Acontece que de pouquinho em pouquinho observamos uma migração dessas lives – que até então eram transmitidas pelo Instagram, lotando as bolinhas de ao vivo – para outra plataforma: o Youtube. 

Mas por que? 
Esse movimento todo é MUITO importante, inclusive como forma de resistência em meio ao incerto, mas a longo prazo é preciso começar a pensar em estratégias que tragam um retorno, mais do que midiático, financeiro. Por mais pessoas que estejam presentes em lives do Instagram, a atração não amoeda. Ou seja, a live pode bater um recorde de espectadores mas não gera retorno monetário. No Youtube os artistas recebem o suporte da plataforma e a possibilidade de monetizar as transmissões, por exemplo, por tempo assistido. Quanto mais gente assistir, por mais tempo, melhor a monetização. Incluindo anúncios publicitários no meio que ficam disponíveis com maior duração, visto que, o material permanece ali salvo. Ainda, com mais qualidade de som e imagem. 

Um exemplo recordista disso foi a cantora Marília Mendonça, que atingiu 3.2 milhões de espectadores simultâneos em uma live feita em sua própria casa, com patrocínios e parcerias. Atrás dela, a dupla Jorge e Mateus, que alcançaram 3 milhões de espectadores simultâneos, também com diversos patrocinadores e uma duração de quatro horas. A dupla arrecadou fundos para o projeto fomedemusica.com, toneladas em alimentos e diversas outras contribuições para a área da saúde.

Outro exemplo histórico – e não tão falado quanto os cases sertanejos – foi a live de Andrea Bocelli que, no domingo de Páscoa, na Catedral – agora deserta – de Milão, Itália, que conquistou 2.8 milhões de telespectadores simultâneos e, até ontem – quarta-feira, dia 16 – já tinha alcançado 35 milhões de visualizações. O interessante é que as gravações foram feitas por drones e o artista esteve acompanhado apenas de um organista. 

Beleza, mas eu não curto a Marília Mendonça nem Bocelli. E agora?

Além do Youtube, existem algumas plataformas que facilitam a vida na hora de monetizar transmissões ao vivo, como por exemplo: Twitch, StageIt e agora também a nova plataforma digital do Estúdio Showlivre: a Showlivre Play, que traz o entretenimento ao vivo em formato pay per view. Cada uma delas com suas particularidades, vale a pena ver qual faz mais sentido pra você.

No Instagram, uma alternativa que já é testada por alguns artistas é a de criar perfis privados e cobrar a entrada por plataformas de pagamento como PicPay, PagSeguro ou Mercado Pago e quando efetuado o pagamento as pessoas entram, no perfil com acesso a live e conteúdos exclusivos. 

Mais um ponto de vista a ser considerado é o merchandising. Independente de onde seu público está reunido, são várias pessoas juntas por um só motivo e assim como nos eventos presenciais elas podem querer levar um pedaço da experiência para dentro de suas casas, ainda mais como recordação desse momento de dúvida e união. As pessoas estão abertas e sensibilizadas, e agora o público está à apenas um clique dos produtos que você tem a oferecer, além de você mesmo, em suas diversas versões, telas e formatos.

Compartilhe o conteúdo, coloque em prática e depois conte pra gente lá no Instagram! @ragazzicomunicacao. Ah e nunca é demais… se você puder, fique em casa!

Por Samy Ferreira.
Edição de Vic Ragazzi.

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