Disco

Ainda vale a pena lançar disco físico?

Por Samy Ferreira.

Essa é uma dúvida que permeia a cabeça de quem trabalha com música. Quem nunca se questionou sobre o fim dos livros com a aparição dos e-books, por exemplo? Entre tantas outras plataformas e meios que vieram, foram e mudaram com a presença do universo digital em nossas vidas. 

No mercado musical não é diferente. Então fica o questionamento: nesses dias onde tudo acontece nas plataformas digitais, onde o consumo da música é mais rápido e instantâneo, ainda vale a pena lançar disco físico?

Mesmo que não esteja mais em primeiro plano e não seja tão comprado quanto antes, a mídia física ainda é uma forma de personalizar sua presença perante ao público e pode ser apresentado como um cartão de visita também. Pense: é um artigo de coleção!

E, ainda vende sim! Em shows e merchs, os discos físicos ainda se fazem presente e continuam sendo adquirido por alguns motivos como: a exclusividade ou até mesmo pelo valor sentimental que muitas pessoas, fãs e colecionadores ainda colocam nessa forma materializada de arte. 

Até mesmo porque, funcionalmente falando, em sua grande maioria, as ferramentas para reproduzir esse tipo de mídia estão cada vez mais em escassez. O que faz com que, comprar para de fato ouvir a obra, se torne cada vez menos provável.

Sabe-se que a produção de um disco demanda bastante tempo e recursos financeiros de um artista. Por isso uma opção legal que vem se tornando comum, são os EP’s. Um caminho do meio entre os singles – que são bem funcionais nas plataformas digitais acompanhando o flow e se adequando a agilidade do tempo – e os álbuns

Por conter menos músicas, o custo é menor e pode ser lançado de maneira mais simples. Esta tem sido uma opção para manter viva a alternativa de ter um material físico. Considerando também tiragens menores do que as antes feitas, ou seja, de acordo com a demanda. É importante lembrar também que, alguns jornalistas mais tradicionais ainda preferem receber o disco físico. Agora não é mais sobre vender grandes tiragens, mas presentear, ser notado e notar o outro. Já pensou em fazer um encarte diferenciado, artes exclusivas, algo que o consumidor não encontre nas plataformas digitais?

Em paralelo a isso as plataformas digitais proporcionam, a baixíssimo custo, uma acessibilidade mútua, tanto para o artista quanto para quem consome. Gerando assim uma espécie de democratização e se tornando possível que uma pessoa do outro lado do mundo escolha e niche exatamente aquilo que ela quer ouvir e quando ela quer ouvir. Mesmo que isso seja uma única música diversas vezes no repeat. De uma maneira extremamente fácil. 

Existe sim uma baita decaída desses discos compactos. O mercado muda, as coisas vêm e vão e é preciso se adaptar. Então concluímos que a resposta a esta pergunta é flexível. Em geral, pode-se dizer que não para o consumo em massa. Hoje, inegavelmente, o digital é sim o carro chefe e é indispensável estar ali. Mas para além disso, vai depender muito do seu objetivo e planejamento estratégico

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